DESCRIÇÃO DO CASO
Vítima: Daniel Oliveira
Pai da vítima / depoente: Roberto Janoário da Silva Santos
Acusados apontados no processo: Felipe Cavalcante, conhecido como “Lacoste”; Pedro, chamado de “Rato”; Marcos, conhecido como “Cobra”; e Kelber, que era menor de idade à época mencionada nos autos. A investigação apontou a participação de pelo menos quatro pessoas.
Crime: homicídio de Daniel Oliveira, em contexto de uma suposta emboscada.
Local do crime: região do Jardim Itália, em Marialva, Paraná. A transcrição também descreve uma área de mata/plantação próxima, onde o pai afirma ter encontrado celulares, facas e outros elementos depois da morte do filho. Texto colado
Local do julgamento: Tribunal do Júri em Marialva/PR.
Depoimento em destaque: Roberto Janoário da Silva Santos, pai de Daniel. Logo no início, Roberto se identifica como pai da vítima e passa a reconstruir a trajetória do filho e sua relação anterior com Felipe, o “Lacoste”.
Motivação apontada: vingança. Segundo o relato apresentado no julgamento, Daniel teria revelado à família informações sobre uma tentativa de homicídio ocorrida anteriormente em Mandaguari, na qual teria mencionado a participação de Felipe. Depois disso, segundo o pai, começaram ameaças para que Daniel desmentisse o envolvimento de Lacoste.
Neste vídeo, você acompanha um dos depoimentos mais emocionantes do julgamento do Caso Lacoste: o relato de Roberto Janoário da Silva Santos, pai de Daniel Oliveira.
Diante dos jurados, Roberto reconstrói os acontecimentos que antecederam a morte do filho. Ele conta que Daniel e Felipe, conhecido como Lacoste, já haviam mantido amizade e, segundo aquilo que o próprio filho teria relatado à família, chegaram a se envolver anteriormente em atividades criminosas.
Segundo o pai, Daniel contou que havia participado de uma tentativa de homicídio em Mandaguari e apontou Felipe como uma das pessoas envolvidas. Quando essa informação chegou ao conhecimento da família, Roberto afirma que Daniel começou a receber ligações nas quais seria pressionado a negar a participação de Lacoste. O próprio Daniel, porém, aparentemente não acreditava que as ameaças chegariam às últimas consequências.
Um dos momentos mais dolorosos do depoimento acontece quando Roberto relembra como descobriu que o rapaz cuja morte havia sido noticiada durante a madrugada era seu próprio filho. Sem saber da identidade da vítima, ele e a esposa chegaram a orar pela família que havia perdido aquele jovem. Horas depois, ao chegar em casa, Roberto recebeu da esposa a notícia: “Foi o nosso menino que foi assassinado.”
Após o sepultamento, ainda sem compreender completamente o que havia acontecido, Roberto decidiu refazer o caminho mostrado nas imagens divulgadas pela imprensa. Com a ajuda de outras pessoas, percorreu ruas, entrou em uma região de mata e chegou a uma área onde, segundo seu relato, encontrou o celular de Daniel, outro aparelho, canivetes e facas. Ele então pediu que ninguém tocasse nos objetos e acionou a polícia. Texto colado
Outro ponto marcante surge quando Roberto relata ter percebido, durante o velório, marcas no rosto do filho que lhe pareceram formar as letras “LC”. Depois, um de seus filhos teria associado as letras ao apelido “Lacoste”, usado por Felipe. Roberto descreveu aquilo como se fosse uma espécie de “carimbo”.
Mas o trecho mais forte do depoimento ocorre próximo ao final.
Apesar de toda a dor, Roberto afirma diante do Tribunal do Júri que não deseja vingança. Pastor há cerca de 25 anos, ele diz que Felipe, Pedro, Marcos e Kelber podem se considerar perdoados por ele e por sua família. Seu desejo, segundo declarou aos jurados, é que eles abandonem a criminalidade e que nenhuma outra família precise experimentar a mesma dor.
Em outro momento, ao ser questionado se teria algum motivo para inventar fatos contra os acusados, Roberto volta a dizer que não possui espírito de vingança e afirma:
“Sinta-se perdoado. Não pratica mais.”
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Vítima: Daniel Oliveira
Pai da vítima / depoente: Roberto Janoário da Silva Santos
Acusados apontados no processo: Felipe Cavalcante, conhecido como “Lacoste”; Pedro, chamado de “Rato”; Marcos, conhecido como “Cobra”; e Kelber, que era menor de idade à época mencionada nos autos. A investigação apontou a participação de pelo menos quatro pessoas.
Crime: homicídio de Daniel Oliveira, em contexto de uma suposta emboscada.
Local do crime: região do Jardim Itália, em Marialva, Paraná. A transcrição também descreve uma área de mata/plantação próxima, onde o pai afirma ter encontrado celulares, facas e outros elementos depois da morte do filho. Texto colado
Local do julgamento: Tribunal do Júri em Marialva/PR.
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Motivação apontada: vingança. Segundo o relato apresentado no julgamento, Daniel teria revelado à família informações sobre uma tentativa de homicídio ocorrida anteriormente em Mandaguari, na qual teria mencionado a participação de Felipe. Depois disso, segundo o pai, começaram ameaças para que Daniel desmentisse o envolvimento de Lacoste.
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Diante dos jurados, Roberto reconstrói os acontecimentos que antecederam a morte do filho. Ele conta que Daniel e Felipe, conhecido como Lacoste, já haviam mantido amizade e, segundo aquilo que o próprio filho teria relatado à família, chegaram a se envolver anteriormente em atividades criminosas.
Segundo o pai, Daniel contou que havia participado de uma tentativa de homicídio em Mandaguari e apontou Felipe como uma das pessoas envolvidas. Quando essa informação chegou ao conhecimento da família, Roberto afirma que Daniel começou a receber ligações nas quais seria pressionado a negar a participação de Lacoste. O próprio Daniel, porém, aparentemente não acreditava que as ameaças chegariam às últimas consequências.
Um dos momentos mais dolorosos do depoimento acontece quando Roberto relembra como descobriu que o rapaz cuja morte havia sido noticiada durante a madrugada era seu próprio filho. Sem saber da identidade da vítima, ele e a esposa chegaram a orar pela família que havia perdido aquele jovem. Horas depois, ao chegar em casa, Roberto recebeu da esposa a notícia: “Foi o nosso menino que foi assassinado.”
Após o sepultamento, ainda sem compreender completamente o que havia acontecido, Roberto decidiu refazer o caminho mostrado nas imagens divulgadas pela imprensa. Com a ajuda de outras pessoas, percorreu ruas, entrou em uma região de mata e chegou a uma área onde, segundo seu relato, encontrou o celular de Daniel, outro aparelho, canivetes e facas. Ele então pediu que ninguém tocasse nos objetos e acionou a polícia. Texto colado
Outro ponto marcante surge quando Roberto relata ter percebido, durante o velório, marcas no rosto do filho que lhe pareceram formar as letras “LC”. Depois, um de seus filhos teria associado as letras ao apelido “Lacoste”, usado por Felipe. Roberto descreveu aquilo como se fosse uma espécie de “carimbo”.
Mas o trecho mais forte do depoimento ocorre próximo ao final.
Apesar de toda a dor, Roberto afirma diante do Tribunal do Júri que não deseja vingança. Pastor há cerca de 25 anos, ele diz que Felipe, Pedro, Marcos e Kelber podem se considerar perdoados por ele e por sua família. Seu desejo, segundo declarou aos jurados, é que eles abandonem a criminalidade e que nenhuma outra família precise experimentar a mesma dor.
Em outro momento, ao ser questionado se teria algum motivo para inventar fatos contra os acusados, Roberto volta a dizer que não possui espírito de vingança e afirma:
“Sinta-se perdoado. Não pratica mais.”
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