Sou Policial militar e atuo na patrulha Maria da Penha. Todo plantão atendo diversas ocorrências de violência doméstica, inclusive em janeiro de 2026 atendi uma ocorrência de tentativa de feminicídio, o cara só não matou a companheira dele a facadas pq eu e minha equipe chegamos a tempo. Detalhe: o cara tinha a ficha limpa e era "trabalhador". Essa jovem precisa estudar e se informar mais sobre o feminicídio e não falar bobagem.
O problema é que você nunca foi estuprada, nunca apanhou, nunca viu sua mãe apanhar. E sim, existem mulheres que sofrem violência simplesmente pelo fato de serem mulheres, pelo fato de um homem achar que tem o direito, como nas suas próprias palavras, de mandar uma mulher “voltar para a cozinha”.
Então, sim, inúmeras mulheres morrem por serem mulheres, e não somente porque o homem é agressivo com animais ou está envolvido em outros crimes.
O pai do meu marido quase matou a mãe dele várias vezes. Meu marido precisava tirar o próprio pai de cima da mãe. E ele não era envolvido com drogas, não tinha uma vida criminosa. Ele chegava em casa e, se a casa não estivesse limpa ou se ela esquecesse de colocar a comida no prato, ela apanhava. Na rua, porém, ele era um príncipe: supereducado, amava animais e crianças e era trabalhador, com carteira assinada em uma oficina.
Então, generalizar e dizer que não existe mulher que morre somente por ser mulher é, sim, uma opinião muito equivocada.
Hoje eu não tenho coragem de sair sozinha à noite. Eu já saí da igreja, coberta dos pés à cabeça, com uma Bíblia na mão, e mesmo assim um homem tentou me abusar.
Por isso, ver mulheres se posicionando dessa forma contra outras mulheres dói muito. Porque, sim, muitas mulheres são abusadas, torturadas e mortas simplesmente porque um homem acredita que é dono delas.
E sabe por que ele não matou a mãe do meu marido? Porque a possessividade dele estava direcionada à mulher com quem ele se relacionava. E é justamente por isso que eu acredito que, se um homem mata uma mulher e depois sai da cadeia e se relaciona novamente com outra, existe, sim, o risco de ele repetir o comportamento.
Não dá para ignorar esse tipo de violência ou fingir que ela não existe.
O feminicídio não pode ser tratado como arma de disputa política. Estamos falando de vidas humanas! Menos acusações, mais responsabilidade e soluções concretas. É disso que a sociedade precisa.
Feminicídio existe porque não há leis rígidas de pena de morte! Se existisse o cara pensava 10x antes. É crime tirar vida de alguém, quem mata deveria ser julgado a pena de morte.
Os posicionamentos dessa moça estão alinhados apenas com uma parcela da direita muito reacionária, não é a maioria! Ela é muito afoita, muito despreparada politicamente, joga só com as mesmas cartas com as quais já ganhou a simpatia do seu público, mas não olha para os lados. Precisa crescer muito ainda em maturidade, consciência democrática e articulação na defesa dos valores que nós, da direita, queremos defender! Por ora, é uma pessoa que não nos representa, no todo!
Olha gente. Eu nao gosto das ideias feministas. Mas dizer que nao existe feminicideo tá muito fora da realidade. Homens violentos matam suas parceiras pq se acham dono delas .. Esta forma de se colocar só dá munição pro outro lado. Sejamos sábios 😢. Eu entendo q muitas ideias feministas são um câncer, mas tem q tomar muito cuidado para não invalidar aqui que é válido
Acho que ela está gastando energia à toa e dando margem a discussões que não levam a nada. Brigue por impedir saidinha, brigue por castração química, brique por aumento de pena, medidas restritivas - com devido processo legal, etc. Discutir tipiciação envolve discussão semântica que não leva a nada.
Entendo perfeitamente o q ela fala, porém ela podia expor os pensamentos dela, sem tá tentando lacrar com o tema "feminicidio", pois e MT dolorido pelas pessoas q passam por isso, vê essa menina tentando normalizar, q feminicidio não existe
Ela tem algumas bandeiras boas como contra audiência de custodia, saidinha e regressão de pena e seriam importantes para diminuir muitos crimes, mas ficar discutindo a semântica ou tipificação do feminicídio não leva a lugar nenhum, só gera revolta e a solução para diminuir se perde nessa discussão. Tomara que ela seja melhor instruída e ajude a criar soluções para acabar com feminicídio, que sim, infelizmente existe!
Eu acho que ela tem que se posicionar de forma diferente no sentido da audiência de custódia e da saidinha. No sentido de: se a pessoa é inocente? Ele vai ser preso injustamente? E com relação a saidinha, a pessoa que realmente praticou alguns tipos de crimes mais leves, ela deve ter o direito de se reintegrar a sociedade. Se ela é réu primário e tem bom comportamento.
A igreja Católica é contra o aborto, contra a eutanásia, contra a pedofilia e inclusive contra a violência doméstica: como diz, Papa Francisco na sua exortação apostólica Amoris Laetitia ( pg. 54). É “ uma vergonha que precisa ser erradicada”. O Padre Zandoná ( Sentido para Vida) fala que uma mulher não deve ficar em um relacionamento que o homem bate em mulher. 2. Hoje nos temos as Delegacias das Mulheres , Lei Maria da Penha ( 11.340/2006) , LEI Nº 14.994, DE 9 DE OUTUBRO DE 2024 entre outros. Essas, normas são recentes comparados a décadas de sofrimentos quantos mulheres foram enterradas no quintal de casa ou ainda, sofreram humilhações , estupros caladas lugares sem acesso e com vergonha .Sendo chamadas de loucas, burras, insuficientes, riem se fala errado, depois passa para palavras ofensivas de alto escalão, de empurrões... (2.01) A Tipificação vem dá nome aquilo que não era reconhecido até então, através de estudos, de pesquisas e de estatísticas é colocar esse tema como um debate em todas as esferas da sociedade civil e judiciário. 2:17 A saidinha é um outro problema, que não acontece somente nesses casos de crimes hediondos, mas sim, por roubo, furto, homicídio e etc. Aproveitando, que os parlamentares podem fazer leis, pq não mudar?. 2:25 As mulheres morrem por serem mulheres, isso estatísticas (Foram 1.571 feminicídios ao longo do ano passado, alta de 4% em relação aos 1.504 crimes registrados em 2024. Isso significa 4 mulheres mortas por dia (https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/23/anuario-seguranca-publica-2025.ghtml). (3:11) A violência ( física, psicológica, moral, sexual, patrimonial e mais nova a vicária) está em todos os níveis de classe, aliás , policiais, juízes, empresários, jogadores , pedreiros, gesseiros, humoristas, parlamentares entre outros, não podemos classificar somente a um tipo de pessoa e classe. O que acontece que muitas mulheres não denunciam por vergonha, por falta de rede de apoio mesmo sendo privado ou público. Os estudos mostram, que a leis são fundamentais sim, mas é necessário deixar de lado o achismo e colocar em prática dentro de casa, da escola, das igrejas, dentro da cadeia etc. práticas de mudanças de comportamento do homem em relação ao machismo e sobre violência. Achaxismo não ajuda ninguém, é preciso fazer um estudo profundo, buscar informações nas Delegacias, com Juízes desse tema, necrotérios, da Assistência Social. E que bom que tem alguém lutando por aquelas que não tem força!! A destruição da família começa quando os assuntos graves acontecem dentro de casa e os de fora são alheios, quando a dor chega e você está só! A igreja católica não quer ver famílias sendo interrompidas por mortes de mães, amigas, vizinhas, , e sim, um homem que a respeite, que colabore e proteja. Por isso, a importância de quem tem voz ampliar os conceitos e criar políticas públicas efetivas.
Os números aumentam porque o país passou a permitir o registro desses casos. Não há correlação direta entre a existência de uma lei e o aumento do tipo de crime previsto nela. O que acontece é que agora esses casos estão sendo reportados, enquanto antes não eram. Entendeu?
magine que antigamente não existia nenhuma lei específica contra assédio moral no trabalho. Se alguém sofria isso, não havia como registrar oficialmente como crime — então esses casos simplesmente não apareciam nas estatísticas.
Agora, suponha que criaram uma lei específica para assédio moral. De repente, os números desse crime "disparam". Alguém poderia dizer: "Nossa, agora tem muito mais assédio moral do que antes!"
Mas a verdade é outra: o assédio sempre existiu. O que mudou foi que agora existe uma lei que permite nomear, registrar e contabilizar esses casos. Antes, eles ficavam invisíveis nas estatísticas — não porque não aconteciam, mas porque não eram reconhecidos oficialmente.