Se não foram os sábios fugidos de Constantinopla, o que tirou a Europa do mundo medieval? Este documentário segue o dinheiro. Em mil trezentos e quarenta e oito, a peste levou mais da metade de Florença, e os sobreviventes ficaram com heranças e com pressa de ser lembrados. Em mil trezentos e noventa e sete, a cidade contratou um professor de grego e, no mesmo ano, nasceu o banco dos Médici, que fez fortuna como banqueiro do papa. A guilda da lã pagou a cúpula de Brunelleschi tijolo por tijolo, e Lorenzo, o Magnífico, anotou seiscentos e sessenta e três mil florins gastos pela família em obras, esmolas e impostos. Depois vieram a fogueira de Savonarola, o teto da Sistina, as indulgências de São Pedro, Lutero, os Fugger comprando a coroa de Carlos Quinto, o saque de Roma por soldados sem salário e a prata de Potosí. É a história completa do Renascimento, de Petrarca a Galileu, contada pela conta que alguém teve que pagar.
FONTES
Giovanni Villani, Nuova Cronica (séc. XIV)
Lorenzo de' Medici, Ricordi (1471)
Giovanni Rucellai, Zibaldone (séc. XV), ed. F. W. Kent e A. Perosa (1960-1981)
Vespasiano da Bisticci, Vite di uomini illustri (séc. XV)
Giorgio Vasari, Le Vite (1550)
Raymond de Roover, The Rise and Decline of the Medici Bank (Harvard, 1963)
Edwin S. Hunt, The Medieval Super-Companies: A Study of the Peruzzi Company (Cambridge, 1994)
Robert S. Lopez e Harry Miskimin, "The Economic Depression of the Renaissance", Economic History Review (1962); Richard Goldthwaite, The Economy of Renaissance Florence (2009)
Jacob Burckhardt, A Cultura do Renascimento na Itália (1860); Charles Haskins, The Renaissance of the Twelfth Century (1927); Johan Huizinga, O Outono da Idade Média (1919)
Earl J. Hamilton, American Treasure and the Price Revolution in Spain (Harvard, 1934)
Howard Saalman, Filippo Brunelleschi: The Cupola of Santa Maria del Fiore (1980)
Se não foram os sábios fugidos de Constantinopla, o que tirou a Europa do mundo medieval? Este documentário segue o dinheiro. Em mil trezentos e quarenta e oito, a peste levou mais da metade de Florença, e os sobreviventes ficaram com heranças e com pressa de ser lembrados. Em mil trezentos e noventa e sete, a cidade contratou um professor de grego e, no mesmo ano, nasceu o banco dos Médici, que fez fortuna como banqueiro do papa. A guilda da lã pagou a cúpula de Brunelleschi tijolo por tijolo, e Lorenzo, o Magnífico, anotou seiscentos e sessenta e três mil florins gastos pela família em obras, esmolas e impostos. Depois vieram a fogueira de Savonarola, o teto da Sistina, as indulgências de São Pedro, Lutero, os Fugger comprando a coroa de Carlos Quinto, o saque de Roma por soldados sem salário e a prata de Potosí. É a história completa do Renascimento, de Petrarca a Galileu, contada pela conta que alguém teve que pagar.
FONTES
Giovanni Villani, Nuova Cronica (séc. XIV)
Lorenzo de' Medici, Ricordi (1471)
Giovanni Rucellai, Zibaldone (séc. XV), ed. F. W. Kent e A. Perosa (1960-1981)
Vespasiano da Bisticci, Vite di uomini illustri (séc. XV)
Giorgio Vasari, Le Vite (1550)
Raymond de Roover, The Rise and Decline of the Medici Bank (Harvard, 1963)
Edwin S. Hunt, The Medieval Super-Companies: A Study of the Peruzzi Company (Cambridge, 1994)
Robert S. Lopez e Harry Miskimin, "The Economic Depression of the Renaissance", Economic History Review (1962); Richard Goldthwaite, The Economy of Renaissance Florence (2009)
Jacob Burckhardt, A Cultura do Renascimento na Itália (1860); Charles Haskins, The Renaissance of the Twelfth Century (1927); Johan Huizinga, O Outono da Idade Média (1919)
Earl J. Hamilton, American Treasure and the Price Revolution in Spain (Harvard, 1934)
Howard Saalman, Filippo Brunelleschi: The Cupola of Santa Maria del Fiore (1980)