A ilha BRASILEIRA onde o GOVERNO define onde a mãe vai parir

ARQUIVO IMPROVAVEL

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Fernando de Noronha é um dos lugares mais bonitos do Brasil. E, desde 2004, é um lugar onde quase ninguém nasce.
Não existe lei que proíba um bebê de nascer ali, mas existe uma regra que manda a mãe embora antes do parto. Quem decide, por quê e o que isso revela sobre viver num paraíso isolado?

Neste episódio, a gente abre o caso da ilha brasileira sem maternidade. Em 2004, o Hospital São Lucas desativou os partos. Desde então, o protocolo manda as gestantes para o Recife a partir da 28ª semana (cerca de 7 meses), com passagem, hospedagem e acompanhante pagos pelo governo de Pernambuco. A justificativa oficial é a falta de maternidade, de UTI e de estrutura cirúrgica, somada ao custo e ao isolamento, a cerca de 540 km do continente. O governo não divulgou quanto custaria adaptar o hospital. A gente mostra o que é fato e o que é alegação: o que dizem as autoridades, o que dizem as moradoras e o documentário "Proibido Nascer no Paraíso", o que ficou conhecido sobre os raros partos de emergência (como 2018, 2021 e 2026) e o que o limite de gente na ilha mostra sobre o paraíso. Sem tomar partido médico: a gente expõe os dois lados e as fontes.

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