Por que africanos, asiáticos e europeus têm aparências diferentes?

Diário Nada Normal

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Há cerca de setenta mil anos, um pequeno grupo de Homo sapiens deixou o continente africano e iniciou a maior jornada de colonização da história do planeta. Naquele momento, todos os humanos possuíam pele escura — uma proteção natural indispensável contra a radiação ultravioleta próxima à linha do equador.

Exploramos também descobertas da genética populacional moderna: a variante do gene EPAS1 nos tibetanos herdada dos Denisovanos (Rasmus Nielsen, 2014), os traços de DNA Neandertal em populações não africanas, o trabalho de Sarah Tishkoff demonstrando que a maior diversidade genética do planeta está dentro do próprio continente africano, e a neurociência social por trás da categorização de grupo (Robert Kurzban & John Tooby).

📚 Pesquisas, Autores e Registros Científicos Citados:

Nina Jablonski & George Chaplin (2000/2010) – The evolution of human skin pigmentation (Journal of Human Evolution / PNAS).

Rasmus Nielsen et al. (2014) – Altitude adaptation in Tibetans caused by introgression of Denisovan-like DNA (Nature).

Sarah Tishkoff et al. (2009) – The Genetic Structure and History of Africans and African Americans (Science).

Projeto Genoma Humano & Associação Americana de Antropólogos Biológicos (AAPA) – Aatatement on Biological Aspects of Race.

Robert Kurzban, John Tooby & Leda Cosmides (2001) – Can race be erased? Evolutionary psychology and coalitionary psychology (PNAS).

Estudos de Associação Genômica Ampla (GWAS) – Variação da largura nasal e adaptação climática (PLOS Genetics).