Fui diagnosticada com fibromialgia em 2009, mas a dor nunca deu trégua, mesmo com terapia, exercícios e medicamentos. No ano passado, após um exame PCR extremamente alto e RM do quadril, enfim, tive uma resposta de que essas dores não eram apenas psicológicas e sim espondiloartrite l. A fadiga crônica, as dores e rigidez de manhã, dores extenuantes no quadril e ombros não eram da minha cabeça. Mas mesmo assim, as pessoas ainda me julgam e falam que eu sou mole, devagar, sem iniciativa, atitude, que eu fico procurando doença. Pessoas que não me conheceram antes de aparecerem os sintomas. Não me viram trabalhando desde os 14 anos, estudando a noite, sem parar... depois de formada trabalhei 3 turnos, casa, filhos, etc... A falta de uma rede adequada de apoio com certeza, contribuiu para a minha difícil situação e ainda a toxicidade das minhas relações de parentesco ainda é um fator determinante para que eu não tenha uma vida tranquila e sem dor. Haja terapia !
Fibromialgia aqui. Foi uma grata surpresa encontrá-la sendo considerada aqui. Grata, mais uma vez, Dunker! Obrigada por dizer que exercícios físicos não são o tratamento de ponta para fibromialgia, como ouço de vários (ótimos) médicos e fisioterapeutas. Obrigada por lembrar que a gente precisa usar nosso tempo livre da dor com parcimônia. 😊 É a hora, na verdade, de curtir o descanso, de relaxar, de tomar um novo fôlego. E sim, à medida que lido com minhas emoções mal resolvidas, a fibromialgia se apresenta como consequência. Tenho notado q minha vida tem melhorado ao me livrar das tensões emocionais e me permitir ter PRAZERES. Tem sido uma longa jornada. Ufa!
Minha história com a fibromialgia é longa, mas não quero falar sobre ela e sim sobre as duas ocasiões em que lembro de não ter sentido dor. Uma vez estava com muita dor no ciático e o médico me deu uma injeção e disse para eu ir para casa descansar e dormir. No dia seguinte acordei diferente, estava alegre e animada. Consegui fazer várias coisas, nem lembrava que no dia anterior mal conseguia andar, foi então que refletindo conclui que a vida sem dor é maravilhosa e percebi como a dor afeta tudo ao meu redor, meu humor, meus sentimentos, meus relacionamentos. Em outra ocasião eu apenas decidi que não iria ao trabalho, em um dia aleatório. Acordei com o sentimento de "quero que tudo se exploda" pois justamente neste dia tomei um banho demorado, me arrumei e fui passear, no final do dia estava me sentindo incrível, feliz e alegre e percebi que novamente não estava sentindo dor. Depois deste dia decidi procurar terapia pois queria conseguir reproduzir este estado mental sem precisar faltar ao trabalho. Já fiz de tudo um pouco: massagem, quiropraxia, pilates, terapia, uso medicamentos e só aliviei os sintomas. Percebi uma ligeira melhora mais recentemente depois que decidi parar de me cobrar por resultados melhores no trabalho.
Parabéns, Professor! Sou psicóloga clínica, fui diagnosticada com.Fibromialgia há mais de 20 anos. De tanto estudar o tema, acabei me identificando mais com a Encefalomielite Miálgica (ou Fadiga Crônica). Sim, são condições diferentes, embora com muitos sintomas em comum. Por ser portadora dessa condição, e fazer parte do mundo psi, tenho certeza de que não se trata meramente de um distúrbio psicossomático. Mas fiquei agradavelmente surpresa ao ouvir isso de um psicanalista tão capacitado, que além de tudo citou problemas que conhecemos tão bem, como o."gaslighting" da maioria dos médicos, o mal-estar pós esforço e o descrédito de terceiros. É isso que nós dá esperanças para continuarmos lutando pelo reconhecimento dessa condição, para que haja mais pesquisas sobre esse mal que atinge mais pessoas do.que se possa imaginar (inclusive pacientes da chamada."COVID Longa"). Gratidão🙏
Tenho 52 anos e desde os 2 anos de idade reclamava de dores, primeiro nos pés, depois na lombar, joelhos, cabeça, mãos… conforme eu crescia as dores pioravam, e outros “sintomas” e doenças como dermatite de contato e endometriose nível 4, meu corpo começou a criar lesões em todas as articulações, enquanto eu fazia todos os esportes que fui orientada a fazer pela ciência, me formei em fisioterapia e não encontrava respostas, porque ainda não existiam. Engordei 40 quilos em 10 anos e nunca mais emagreci porque eu não conseguia mais trabalhar na minha área pois a dor era insuportável, os medicos passaram a me tratar como psicossomático. No final de 2024 recebi o diagnóstico de espondilite anquilosante axial, uma doença autoimune que inflama as articulações e o excesso de inflamação durante tantos anos levaram as lesões articulares. Fui tratada como maluca é histérica por ter uma doença que não sabiam diagnosticar, pois ate a alergia e a endometriose eram consequências da espondilite anquilosante ativa há tantos anos. A medicina precisa de um pouco mais de humanidade, há muito a saber ainda sobre nosso cérebro e corpo.
Tenho fibromialgia. Em terapia, meu psicólogo que é professor de psicossomática, me ajudou a lidar com o meu nível de insatisfação que eu não reconhecia.
Mais uma com fibromialgia mais transtorno de humor, variando de depressão a pânico, depois de longo percurso com a dor, só quando encarei a realidade de família tóxica e mais doente do que eu, eu consegui viver e acordar sem exaustão e um pouco de esperança.
Sugestão de tema/questão para algum vídeo : Professor poderia fazer um vídeo abordando acerca da esperança e a falta dela ? Como a psicanálise aborda esse sentimento/afeto tão delicado na vida e na clínica , sem incorrer na banalização do pensamento positivo, uma idealização impossível ou em um credo para uma vida além dessa ? Se possível recomende bibliografias acerca do assunto . Ao que me vem a memória, o Freud toca lateralmente nessa questão em “O futuro de uma ilusão” e na sua entrevista “O valor da vida” . Obrigado .
Fibromialgia: dores que foram silenciadas inconscientemente, e estão tentando emergir para a consciência. Terapia é fundamental. Ainda vou mais a fundo, a psicanálise. É possível!! Tenho uma paciente que tinha Tricotilomania a 15 anos, varios médicos e nada, com a fala na terapia ela entendeu de onde veio esse transtorno, e está curada ❤
Qdo a fibromialgia chegou (em 2021) eu já tinha passado por um bournout em 2012 seguido de crise de pânico. Até 2021 minha vida deu uma guinada pq era muita terapia, mesmo assim a fibromialgia se instalou em 2021. Quando cansei de lutar contra ela e comecei a observa lá e conversar com ela percebi que a dor era muito parecida com dores q eu tinha (insuperáveis) entre meus 5-7 anos de idade. Depois elas sumiram e só nos meus 42 anos retornaram.
O que é mais frustrante é não saber quais são os gatilhos das crises, o que aumenta o estresse que por sua vez aumenta as dores. Vc dica preso na dor sem saber como evitá-la. É bem desesperador.
Completando. Ainda tenho uma fadiga terrível às vezes e descanso. Tudo o que o senhor falou. Já fui atleta, hoje faço pilates. Há uma dor que não sai no corpo todo. É um defeito de leitura sim. A minha pele dói. Não gosto de falar disso. Ouvi muitas coisas ruins. Faço terapia desde 17 anos de idade. Estou no 18o. Processo Terapêutico. Acho que há dores na Alma que “felizmente “ saem pelo corpo deve ser. - as minhas dores não param. Acho que, em mim, é uma deficiência fisica. Estou com 64 anos. Só fiz esse relato, porque é para o senhor, a quem acompanho a muitos anos. Mesmo que eu esteja mal, faço questão de me divertir e me sentir feliz. Só sinto essa RAIVA quando tomo antidepressivos. Sem remédios, fiz um pacto com a dor e com a vida: sonhar e se possível, realizar. O meu marido e eu nos amamos muito. Acredite, somos muito felizes. Mas foi uma longa jornada até aqui. Parabéns, Professor!
Até que enfim ouvir alguém dizer a verdade sobre o que sinto. Não consigo nem fazer caminhada com essa fibromialgia. Há muitos anos sofro com isso, desde da minha adolescência e hoje com 51. São muitas histórias de dor. Amei sua explicação Dr
Fibromialgia para a psicanálise | Christian Dunker | Falando nIsso