Em março de 537, o exército ostrogodo cortou os aquedutos de Roma. A água que abastecia a cidade havia séculos parou de correr, e com ela pararam os moinhos que moíam o trigo da população. Dentro das muralhas havia cinco mil soldados imperiais para guardar dezenove quilômetros de fortificação. Do lado de fora, um exército que o cronista Procópio, que estava lá, contou em cento e cinquenta mil homens.
O general que comandava a defesa mandou amarrar rodas de moinho entre barcos ancorados na correnteza do Tibre. A cidade voltou a ter pão no dia seguinte.
Flávio Belisário tinha tomado o norte da África em nove meses. Tinha entrado em Roma sem disparar uma flecha, sessenta anos depois de o último imperador do Ocidente ser deposto. Resistiria naquele cerco por um ano e nove dias.
O pretexto veio da própria África. Em 530, um nobre vândalo chamado Gelimer depôs o rei legítimo, que era aliado de Constantinopla, e assumiu o trono de Cartago. Justiniano tinha causa jurídica para intervir, e mandou Belisário.
A força que partiu por volta do solstício de verão de 533 era pequena para a tarefa: dez mil infantes, cinco mil cavaleiros, seiscentos arqueiros montados hunos e quatrocentos hérulos, transportados em quinhentos navios de carga escoltados por noventa e dois navios de…
A guerra que Belisário parecia ter vencido em 540 só terminou em 554, conduzida por outro general, o eunuco Narses, com o exército e o dinheiro que a Belisário haviam sido negados. Foram dezenove anos de guerra na Itália. Alguns redutos godos no norte só se renderam em 562.
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#história #historiaantiga #historiamedieval #documentário #roma #bizancio
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Em março de 537, o exército ostrogodo cortou os aquedutos de Roma. A água que abastecia a cidade havia séculos parou de correr, e com ela pararam os moinhos que moíam o trigo da população. Dentro das muralhas havia cinco mil soldados imperiais para guardar dezenove quilômetros de fortificação. Do lado de fora, um exército que o cronista Procópio, que estava lá, contou em cento e cinquenta mil homens.
O general que comandava a defesa mandou amarrar rodas de moinho entre barcos ancorados na correnteza do Tibre. A cidade voltou a ter pão no dia seguinte.
Flávio Belisário tinha tomado o norte da África em nove meses. Tinha entrado em Roma sem disparar uma flecha, sessenta anos depois de o último imperador do Ocidente ser deposto. Resistiria naquele cerco por um ano e nove dias.
O pretexto veio da própria África. Em 530, um nobre vândalo chamado Gelimer depôs o rei legítimo, que era aliado de Constantinopla, e assumiu o trono de Cartago. Justiniano tinha causa jurídica para intervir, e mandou Belisário.
A força que partiu por volta do solstício de verão de 533 era pequena para a tarefa: dez mil infantes, cinco mil cavaleiros, seiscentos arqueiros montados hunos e quatrocentos hérulos, transportados em quinhentos navios de carga escoltados por noventa e dois navios de…
A guerra que Belisário parecia ter vencido em 540 só terminou em 554, conduzida por outro general, o eunuco Narses, com o exército e o dinheiro que a Belisário haviam sido negados. Foram dezenove anos de guerra na Itália. Alguns redutos godos no norte só se renderam em 562.
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